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Arnaldo Antunes

19/02/2009

Música que descobri hoje e que é o sonho de toda “mocinha de família” dentro do modelo mais tradicional e careta do mundo… Então por que postar essa letra de música? Porque existe uma romântica incurável dentro de mim que luta, briga, morde, grita, chora, dá birra… mas que continua sendo uma romântica!

Ah, além disso, a letra é muito fofa… e eu adoro essas letras que sempre nos esfregam na cara aquele sonho ideal que nunca teremos… sim, eu tenho traços masoquistas – e sádicos também!

Lá vai:

Pedido de Casamento – Arnaldo Antunes

Eu sei que a gente ia ser feliz juntinho/ Pra todo dia dividir carinho/ Tenho certeza que daria certo/ Eu e você, você e eu por perto/ Eu só queria ter o nosso cantinho/ Meu corpo junto ao seu mais um pouquinho/ Tenho certeza que daria certo/ Nós dois sozinhos num lugar deserto/ Se você não quiser, me viro como der/ Mas se quiser, me diga, por favor/ Pois se você quiser, me viro como for/ Para que seja bom como já é.

Eu sei que eu ia te fazer feliz/ Dos pés até a ponta do nariz/ Da beira da orelha até o fim do mundo/ Sugando o sangue de cada segundo/ Te dou um filho, te componho um hino/ O que você quiser saber, eu ensino/ Te dou amor enquanto eu te amar/ Prometo te deixar quando acabar/ Se você não quiser, me viro como der/ Mas se quiser, me diga, meu amor/ Pois se você quiser, me viro como for/ Para que seja bom como já é.

Se você não quiser, me viro como der/ Mas se quiser, me diga, meu amor/ Pois se você quiser, me viro como for/ Para que seja bom como já é.

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A essência dos 30

23/01/2009

Qual é a essência da mulher de trinta? O que diferencia esse período dos outros de nossa vida? Por que essa fase é tão especial?

Muito já se escreveu sobre a mulher de trinta com sua beleza jovem, porém experiente. Seu olhar doce, porém seguro. Seus caminhos traçados, mas uma vida inteira pela frente…

A mulher de trinta já tem algumas certezas na vida e continua cheia de dúvidas. Já brigou por amor, já lutou por amor, já chorou por amor… e descobriu que não se morre por isso. Teve conflitos com o pai, brigou com a mãe e percebeu que continua amando sua família apesar dos pesares.

A mulher de trinta é mais exigente, cansou de perder tempo com pessoas e lugares lugares que não valem a pena. Ela sabe que seu tempo é precioso, seu dia é precioso, seu sorriso é precioso.

Pra mim, isso tudo é bastante poético, mas pode ser resumido em poucas palavras. A mulher de 30 é sim especial, diferente. Na verdade algo muito simples marca esse período: a perda da inocência, em todos os sentidos!

Aos trinta não é mais possível acreditar que a vida é algo mágico onde tudo pode acontecer. Passamos a olhar as coisas com menos paixão, com mais praticidade e realismo. Não dá  mais para acreditar que será tudo diferente ou que uma grande aventura está por vir… esses pensamentos dão lugar às contas do mês, à busca de estabilidade profissional e à tentativa de solucionar os problemas do dia a dia.

Agora o príncipe não vem em um cavalo branco. Ele tem carências, tem ataques de ciúmes, dá birra e espera que dividamos a conta do restaurante. As amizades não são mais cor-de-rosa, agora as amigas têm problemas demais e tempo de menos. Os pais deixam de ser heróis e também não cabem mais no papel de carrascos: são apenas humanos.

Com a perda da inocência, tudo vai ficando mais sério, mais realista, mais complexo… Isso é ruim? Não sei. Na verdade é o caminho inevitável da maturidade… o luto da inocência perdita.

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Tira-gosto

22/01/2009

- E aí? O que a gente compra de tira-gosto?

- Uma cervejinha vai bem com salaminho italiano. Combina também com vinho, acho que é bom levar uns queijos também… mas isso é tão calórico. Eu gosto de castanhas também… Todo mundo gosta de castanhas, tem um tipo de gordura importante e saudável, faz bem pro coração mas também é super calórico. Se alguém me ver querendo comer mais que dois pedacinhos de salame pode me internar ou então me torturem até eu desistir da idéia. Já sei, tem aquele tira gosto feito de cenouras bem temperadas… é uma delícia e não terei que correr por horas para eliminá-las…

- Hey, será que você poderia pelo menos fingir que é normal?

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A família Savage

21/01/2009

Ontem assisti a esse filme comovente mas que certamente não agradaria aos amantes das comédias românticas holliwoodanas. Um filme sensível, com uma temática pesada que aponta o quanto nossa vida adulta é marcada por nossas experiências infantis, principalmente aquelas vividas com nossas principais figuras de amor.

Dois irmãos que foram totalmente negligenciados pelos pais durante a infância, precisam cuidar desse pai que agora apresenta sinais claros de demência.

O que mais chama a atenção é o caos silencioso que marca a vida desses irmãos: uma mulher, de 39 anos e um homem de quase cinquenta. Ambos perdidos, com dificuldades emocionais sérias, com vidas amorosas caóticas, com inseguranças muito primitivas…

Um filme lindo, para poucos.

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V de Vingança

21/01/2009

- E pensar que o Pedro Bial já fez a cobertura da queda do muro de Berlim, narrou o massacre da Paz Celestial e entrevistou alguns dos maiores líderes políticos da história…

- A Júlia Gan deve rolar de rir…

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Ouvido para ouvir

20/01/2009

O gatinho joga uma conversa mansa em cima da balzaquiana. Elogios aqui, conversa mole ali, desce mais um chopp… até que pergunta para a gata:

- Quantos anos você tem?

- Trinta.

Resposta do imbecil:

- Você tem 30? Nossa, nem parece!

E a garota se levanta, afinal, está tarde e “idosas” dormem cedo…

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Um bichinho pra chamar de seu

20/01/2009

Há muito tempo assisti um filme onde o namorado apaixonado faz uma linda surpresa para sua amada: lhe presenteava com vários gatinhos dentro de uma grande banheira vazia. Não me lembro qual é o filme nem o que se passava na história, porém, nunca me esqueci dessa cena. Acho que foi uma das coisas mais lindas que já vi (mais um efeito da influência da filha da p* da Janete Clair na minha vida). Há pouco tempo vi outra cena que remete à primeira: o marido presenteia a esposa com um belo filhote de labrador no famoso filme “Marley e eu”. Impossível não morrer de amores por essa cena…

De volta a realizade crua, nunca ganhei um bichinho em um gesto de amor, assim como nenhuma das minhas amigas viveram essa experiência. Dizem que isso já aconteceu em algum lugar, mas acho que é igual cocô de índio: a gente sabe que existe mas ninguém nunca viu.

Para quem adora cães e gatos, ser presenteada com um filhote pode ser uma experiência emocionante e cheia de significado. É o que se imagina ao assistir filmes como esse.

Mas a vida não é uma comédia romântica hollywoodiana, tampouco se parece com uma novela global com o seu esperado final feliz. Na vida real é assim: se você quer um bichinho providencie você mesma! Adote um animalzinho… ou ainda compre um. Mas não espere que ele chegue até você com um lacinho de fita vermelha no pescoço.

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Maldita Janete Clair

19/01/2009

É tudo culpa da Janete Clair! Foi ela quem, com suas estórias açucaradas cheias de amores proibidos e gestos apaixonados, nos fez acreditar no amor romântico.

Maldita Janete Clair! Se não fosse por ela e mais meia dúzia de autores de telenovelas globais não teríamos crescido assistindo e acreditando na eterna luta entre o bem e o mal onde, no final, mocinho e mocinha se casam e vivem felizes para sempre.

Se não fosse aquela maldita, não ficaríamos tão descontentes com nossos amores de carne e osso (na verdade, muito mais carne do que osso), cheios de falhas muito humanas e de contradições que não existem nas novela.

Foi essa turma de autores globais que esfregou na cara das meninas, desde muito cedo, que o final feliz é o tão esperado casamento no final da novela. Pora! Será que nunca a mocinha pode ficar solteira e feliz ao mesmo tempo?

Por culpa dela continuamos esperando que o príncipe nos leve em seu cavalo branco para um belo castelo, nos tome em seus braços e nos faça juras de amor eterno… mesmo tendo a absoluta certeza de que isso não existe!

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Dois pesos, duas medidas

19/01/2009

Uma amiga de trinta e poucos, solteira, mãe de uma menina de um aninho, contava sobre uma viagem que fez com amigos para a praia. Além dela havia três casais com os respectivos filhos. Resolveram alugar um apartamento de quatro quartos e a despesa seria dividida por família e não por pessoa. Minha amiga aceitou prontamente e pagou um quarto da despesa, afinal, ela e a filhinha, apesar de numericamente menores, eram uma família.

A surpresa aconteceu no nomento em que chegaram ao apartamento e foram dividir os quartos. Onde ficariam as babás? Bom, não preciso nem dizer que tiveram a cara de pau de sugerir e insistir na idéia de as babás ficarem no quarto de minha amiga, afinal, era só ela e a filha no quarto…

Tá bom, quando é para pagar a despesa a mulher solteira e sua filha representam uma família. Na hora de ocupar o quarto essa mesma mulher não tem direito a privacidade que as outras famílas (com papai, mamãe e filhinhos) teriam???

Francamente… ainda bem que minha amiga teve peito e voz firme para bater o pé e exigir seus direitos, ainda que sob olhares “perplexos” dos outros.

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O começo de tudo

16/01/2009

Tudo começou com um pequeno momento de revolta e indignação.  Navegando por alguns blogs, descobri o concurso “Best Blog Brasil” que buca eleger os melhores blogs brasileiros nas mais diversas categorias. Aqui está o link para o concurso http://bestblogsbrazil.com/2008/

Como uma autêntica mulher de trinta (na verdade, de quase 30… me tornarei uma balzaquiana em 2 meses) explorei várias categorias interessantes: Sexo; Cinema, música e TV; Melhor Blog e, obviamente, a categoria Universo Feminino.

Socorro! Descobri que vivo em um mundo paralelo ou então as “melhores” mulheres blogueiras do Brasil foram abdusidas por extraterrestres muito malvados que resolveram condená-las à futilidade e a vida de Amélia. Os blogs que concorrem têm, predominantemente, temáticas como culinária, trabalhos manuais, cremes e cosméticos, as novas tendências da moda etc.

Ok, ok, eu também sou mulher, eu também adoro moda, gosto de preparar um prato especial para um jantar romântico e não resisto a um creminho. Porém, isso não me reduz a um ser que só pensa sobre isso.

Quando eu leio o título de uma categoria de blogs chamada “Universo Feminino”, me vem a cabeça discussões sobre a vida da mulher, seus dramas e prazeres, seus olhares sobre o dia-a-dia, o sexo, o trabalho, as relações etc.

Como seres completos e independentes, pensamos e vivemos diferentes esferas da vida, e não só aquelas caricaturamente eleitas como “femininas”. Eu amo ser mulher. Adoro cada centímetro de meu corpo e minha alma feminina, mas me recuso ser identificada por esse esteriótipo.

Assim, eis o início de mais um blog… um blog feminino, no meu sentido da palavra.

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